Existe uma Epidemia de TDAH?
Escrito e revisado por Dr. Tiago Marinho — Médico — CRM-SP 256758 · Atualizado em 6 de agosto de 2026
Separando fatos, diagnósticos e fake news — o número aumentou de verdade, e a explicação é mais estrutural do que moda.
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Mestrando em Autismo – Madrid, Espanha 🇪🇸
O termo “epidemia de TDAH” aparece com frequência em manchetes e conversas informais, geralmente carregando uma insinuação: que o diagnóstico está sendo distribuído de forma descontrolada, sem critério, quase como moda. Vale separar o que os números realmente mostram do que é interpretação apressada deles.
O que os números mostram, de fato
Aumento real, mas com explicação identificável
É verdade que o número de diagnósticos de TDAH cresceu de forma expressiva nas últimas décadas, tanto em crianças quanto, de forma ainda mais marcante, em adultos. Isso é um fato observável. A questão em disputa não é se o número aumentou — é por que aumentou, e aí a resposta não é simples nem única.
As explicações que a evidência sustenta
O argumento da “fake news” precisa de mais nuance
Existe, de fato, conteúdo de baixa qualidade circulando sobre TDAH — testes sem validade científica, listas de sintomas exageradas, uso do termo de forma banalizada para descrever traços de personalidade comuns. Isso é real e merece crítica.
Mas isso é diferente de dizer que o transtorno em si é invenção ou que todo aumento de diagnóstico é equivocado. Separar essas duas coisas é essencial: crítica ao conteúdo de má qualidade é legítima e necessária; negar a existência ou o aumento genuíno de reconhecimento do transtorno não é sustentado pela evidência.
Superdiagnóstico existe? A resposta honesta
Provavelmente em algum grau, mas não é a explicação principal
É plausível que, em certos contextos, avaliações apressadas ou pouco criteriosas levem a diagnósticos equivocados — o que reforça a importância de uma avaliação cuidadosa, que investigue diagnóstico diferencial e não feche conclusão em cima de questionário rápido.
Mas superdiagnóstico pontual, em alguns contextos, é diferente de dizer que o aumento geral de diagnósticos é majoritariamente equivocado. Os dados apontam para as explicações estruturais já descritas como fator dominante, não para diagnóstico generalizado sem critério.
O que também está subestimado
Um contraponto pouco discutido: enquanto se debate se há diagnóstico em excesso, há evidência consistente de subdiagnóstico em populações específicas — mulheres, discutido em TDAH em mulheres, e pessoas com apresentação predominantemente desatenta, que ainda hoje chegam ao diagnóstico tardiamente, muitas vezes depois de décadas de sofrimento não nomeado.
Como avaliar essa discussão com equilíbrio
Nem negação, nem aceitação acrítica
A postura mais sustentada pela evidência não é nem “todo diagnóstico é modismo” nem “todo mundo que suspeita tem TDAH”. É reconhecer que o aumento reflete majoritariamente melhor reconhecimento de uma condição real, ao mesmo tempo em que se defende avaliação cuidadosa e criteriosa para cada caso individual — o oposto de diagnóstico apressado, seja para mais ou para menos.
Dr. Tiago Marinho — CRM-SP 256758
Médico Graduado pela Universidade Federal do Ceará – UFC, com Pós-graduação em Psiquiatria pelo Hospital Israelita Albert Einstein (São Paulo), pós-graduação em Autismo e TDAH, 4 formações em Harvard University e Mestrando em Autismo – Madrid, Espanha 🇪🇸. Mais de 10.000 atendimentos realizados, com abordagem baseada em evidências científicas e plano individualizado. NÃO ESPECIALISTA.
Sobre o aumento de diagnósticos
Existe uma epidemia de TDAH?
O aumento de diagnósticos de TDAH significa superdiagnóstico?
Existe fake news sobre TDAH?
Existe algum grupo com subdiagnóstico de TDAH?
Como saber se meu diagnóstico foi feito com critério?
Qual é a postura mais equilibrada sobre esse debate?
Consultar o Dr. Tiago Marinho foi uma experiência verdadeiramente transformadora. Cheguei com dúvidas sobre mim mesmo que carregava há décadas, e saí com respostas que finalmente fizeram tudo fazer sentido. O diagnóstico foi libertador — não como um rótulo, mas como uma chave que abriu a compreensão da minha própria história. Para quem chegou aos 37 anos sem entender por que sempre se sentiu diferente, esse atendimento foi um divisor de águas.
Fui bem acolhida pelo Dr Tiago. Me ouviu atentamente e me passou bastante segurança. Fiquei muito grata e satisfeita com o ótimo atendimento que recebi.
Agendei a consulta no sábado de madrugada para atendimento logo no domingo. Fiquei até desconfiada no início, mas fui atendida sim. Ótimo atendimento, desde a secretária com respostas bem rápidas e muita simpatia, quanto durante a consulta com o Dr., que foi muito atencioso e empático. Só coisas boas a dizer.
Gostei muito do atendimento, o Dr Tiago é pontual e muito atencioso, estou esperançosa com o tratamento e com as medicações que poderão me ajudar.
Sobre a consulta
Como funciona a consulta médica online?
Como recebo a receita de medicamento controlado?
Convênios atendidos
Quais são as formas de pagamento?
Adolescentes são atendidos?
O atendimento é sigiloso?
Nem negação, nem diagnóstico apressado
A resposta equilibrada reconhece o aumento real de reconhecimento e, ao mesmo tempo, defende avaliação cuidadosa para cada caso — não um extremo ou outro.
Agendar Consulta Médica OnlineComo funciona o tratamento, o que esperar, cuidados e dúvidas frequentes — reunidos em um só lugar.
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Conteúdo educativo escrito e revisado pelo Dr. Tiago Marinho — Médico — CRM-SP 256758.
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